Governo anuncia que já investiu R$ 557 milhões
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quarta-feira, 01 de fevereiro de 2006
Maigue Gueths<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Em três anos e meio, o governo Requião gastou R$ 557 milhões em 3.017 obras já concluídas ou que ainda estão sendo executadas, sem considerar as obras realizadas por empresas ligadas ao governo, como Sanepar e Departamento de Estradas de Rodagem (DER), por exemplo. É o equivalente a 7,5 obras por município do Estado, segundo avaliação do diretor de Obras, Nilson Pohl, durante apresentação sobre obras públicas em andamento, feita ontem de manhã na reunião do secretariado.
Em ano eleitoral, o assunto da reunião, que apresentou números e realizações do governo, inclusive, não poderia ser mais oportuno. Na reunião, o secretário de Obras Públicas, Luiz Denirzo Caron, falou sobre as obras nas áreas de Segurança, Justiça e Ação Social. Só nessas áreas, o governo está investindo R$ 129 milhões em 573 obras.
Na área de Segurança, o governo investiu R$ 76,4 milhões em 47 obras, sendo que 27 estão em execução. Na área da Justiça, foram R$ 7 milhões em 38 obras, sendo 14 em execução e, na área social, R$ 45,5 milhões em 488 obras, sendo que 360 foram concluídas.
Na apresentação, a Secretaria deu ênfase à construção de penitenciárias e educandários. ''São dez novas penitenciárias. Com isso, estamos resolvendo o problema de espaço para presos para os próximos 20 anos. Também é uma resposta do governo à reivindicação tola de contratar mais agentes de polícia. Com as penitenciárias, os policiais das delegacias voltarão para as ruas, e não teremos problema de baixos salários se contratássemos mais gente'', avaliou o governador Roberto Requião.
Segundo Caron, de março a agosto está prevista a conclusão de um Centro de Detenção e Ressocialização por mês, nas cidades de Piraquara (Região Metropolitana de Curitiba), Londrina, Cascavel, Francisco Beltrão, Foz do Iguaçu e Maringá. Cada unidade tem capacidade para 960 presos, com exceção de Maringá, com lugar para 900 detentos. Também neste ano está prevista a inauguração de seis centros sócio-educativos, mais conhecidos como educandários, com capacidade total para 420 adolescentes.


