Brasília - Mais 901 mil famílias (cerca de 4,5 milhões de pessoas) das grandes cidades e regiões metropolitanas do País serão incorporadas ao Bolsa Família, anunciou ontem o ministro de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, na primeira ação da agenda positiva que o governo decidiu adotar para abafar a crise causada pelo caso Waldomiro Diniz.
A administração federal previa a ampliação do Bolsa Família em 2004, mas resolveu antecipar a meta. O anúncio foi feito ontem, depois de uma reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com Ananias, o chefe da Casa Civil, José Dirceu, e os ministros da Fazenda, Antônio Palocci, e do Planejamento, Orçamento e Gestão, Guido Mantega.
Atualmente, o programa beneficia 3,6 milhões de famílias e, com o aumento do número de beneficiados, o custo mensal pulará de R$ 264 milhões para R$ 433 milhões.
O ministro de Desenvolvimento Social e Combate à Fome negou que a iniciativa tenha o objetivo de beneficiar prefeituras do PT responsáveis pelo cadastro das famílias carentes em ano de eleições municipais. Ananias também rejeitou comentários de que a finalidade é encobrir a fase difícil pela qual o Poder Executivo passa. ''Não é bom para ninguém vincular a questão dos pobres a questões menores e eleitoreiras'', afirmou.

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