Curitiba - A Secretaria de Estado da Educação acusa sem citar nomes diretores de escolas de decretar feriado ilegalmente e dispensar os estudantes para que os professores pudessem participar do movimento contra o veto do governador Roberto Requião (PMDB) ao Plano de Cargos e Salários dos Professores. Na última terça-feira, os professores fizeram uma paralisação e foram protestar em frente do Palácio Iguaçu, no Centro Cívico.
Segundo levantamento da Secretaria da Educação, a adesão ao movimento ficou em torno de 3% nas 2.059 escolas do Estado e ''os poucos registros de paralisação em escolas só ocorreram porque alguns diretores decretaram, de forma ilegal, feriado e dispensaram os alunos''.
Através da assessoria de Comunicação do Palácio Iguaçu, o secretário Maurício Requião disse que vai investigar quais os diretores que agiram dessa forma e, caso a denúncia seja comprovada, os profissionais serão punidos. ''Eles têm todo o direito de se manifestar, mas não vamos permitir que prejudiquem os alunos'', declarou Maurício. Segundo a Coordenação dos Núcleos Estaduais da secretaria, todas as 2.059 escolas da rede estadual funcionaram normalmente na quarta-feira, um dia seguinte à paralisação.
O presidente da APP-Sindicato, professor José Lemos, disse que não tem conhecimento de que diretores tenham decretado feriado irregularmente. ''Quem convocou a paralisação foi a APP, e não os diretores de escolas. Não tem que responsabilizar os diretores'', disse Lemos. Lemos contesta o baixo percentual de adesão divulgado pelo governo. ''A adesão foi alta, de 100% em boa parte das escolas e parcial em outras. Além disso, o fato de alguns (professores) terem trabalhado não significa que estavam contentes com o veto. Ninguém fica contente por não receber melhoria no salário'', declarou o dirigente sindical.
A direção da APP se reúne hoje em Londrina, para preparar a assembléia que acontece no sábado, no anfiteatro ''Penicão'' da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Na assembléia, a categoria vai definir as estratégias contra o veto de Requião ao plano. Os professores não descartam a possibilidade de greve. O veto só deve começar a tramitar na Assembléia Legislativa no início da semana que vem.

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