O procurador-geral do Estado, Joel Coimbra, que esteve em Maringá na quarta-feira, não conseguiu obter cópia do depoimento de Paolicchi, prestado na sexta-feira passada ao juiz Anderson Furlan Freire da Silva, da Vara Federal Criminal. O secretário do Governo, José Cid Campêlo Filho, disse ontem que o depoimento ainda não foi inteiramente transcrito e só estará à disposição na próxima semana, provavelmente na quarta-feira.
Na tentativa de agilizar o recebimento das informações, o governo arregaçou as mangas e enviou um ofício com o pedido via Sedex e fax à Justiça Federal em Maringá. Campêlo disse que pediu urgência no envio dos dados. ‘‘Somente depois de analisarmos o material é que vamos decidir se existe alguma medida a ser tomada.’’ Campêlo e o chefe da Casa Civil, Alceni Guerra, vão orientar o governador jurídica e politicamente.
O secretário de Governo afirmou que o governador Jaime Lerner (PFL) está tranquilo ‘‘porque não recebeu recursos da Prefeitura de Maringᒒ. ‘‘Além do mais, o governador não tinha conhecimento de todas as doações que a campanha recebia’’, observou. Campêlo disse que João Carvalho Pinto, apontado por Paolicchi como coordenador da campanha, não tinha autorização para arrecadar dinheiro. ‘‘E se pegou dinheiro, não chegou ao comit꒒, resumiu.
Sobre a intenção da oposição de pedir o impeachment do governador por conta das declarações do ex-secretário de Fazenda de Maringá, Campêlo argumentou que não tem motivo para preocupação porque os deputados não podem se basear em acusações ‘‘levianas’’. (M.D.)

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