Curitiba - A agenda do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo (PT-PR), e de outros membros do primeiro escalão do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), promete ser cheia nesses 20 dias que devem anteceder o início da votação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), no Congresso Nacional. Um primeiro encontro com três dos relatores do projeto deverá acontecer hoje. A intenção é buscar sintonia para agilizar a aprovação do PAC.
Apesar de reconhecer que muitos dos temas do PAC serão alvo de polêmica e discussão, o ministro acredita que o Congresso conclua a votação ainda neste semestre. ''Não tem razão para demorar mais que três, quatro meses para tramitar'', afirmou Paulo Bernardo. Em relação ao grande volume de emendas a serem analisadas - e que poderiam emperrar a votação -, o ministro afirmou que muitas delas são semelhantes e outras envolvem temas não pertinentes e que, por isso, devem ser descartadas.
O ministro, que esteve ontem em Curitiba para uma conferência com os estudantes da UniBrasil sobre o tema ''Desafios do Crescimento Brasileiro'', deve voltar à Capital depois de amanhã para um fórum promovido pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), do qual devem participar, também, ministros das Relações Institucionais, Tarso Genro, e da Fazenda, Guido Mantega. A idéia do encontro é debater o desenvolvimento regional a partir do PAC.
Ontem, Paulo Bernardo lembrou que o orçamento do PAC para a região Sul, neste ano, será de aproximadamente R$ 37 bilhões. Ele não adiantou quanto destes recursos serão destinados ao Paraná, mas reafirmou que há grandes obras de infra-estrutura previstas para o Estado. Entre elas, o ramal ferroviário entre Guarapuava e Ipiranga, onde deverão ser investidos R$ 500 milhões; a reforma dos berços do Porto de Paranaguá; a conclusão da BR-153; a construção de uma segunda ponte em Foz do Iguaçu; e a ampliação do Aeroporto Internacional Afonso Pena para receber aviões de carga, que deve absorver cerca de R$ 160 milhões.

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