Brasília - O governo federal aposta no fracasso da greve dos servidores públicos, marcada para ter início hoje. Mas, precavido, tomou medidas preventivas para evitar surpresas no caso de o movimento de paralisação dar certo: a Previdência Social, o setor mais sensível da administração federal, ganhou o reforço de 3,8 mil novos servidores, que fizeram concurso em março e começaram a ser contratados há um mês e meio.
A Previdência tem cerca de 38 mil servidores. Os 3,8 mil contratados representam 10%, número suficiente para manter a máquina previdenciária funcionando numa emergência. Eles não poderão entrar em greve porque não têm estabilidade nenhuma, visto que ficarão sujeitos ao estágio probatório por três anos. A Previdência pode requerer ainda o aproveitamento de mais 1,9 mil (50% dos aprovados) concursados, caso necessite. O governo publicou edital abrindo 7 mil novas vagas para professores, 7 mil vagas nos hospitais universitários e 4 mil vagas na Polícia Federal.

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