Governo admite rever fontes de recursos
Governo admite
rever fontes
de recursos
O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Marthus Tavares, admitiu ontem a possibilidade de revisão da forma encontrada pelo governo para compensar a perda de R$ 2,4 bilhões decorrente da suspensão da cobrança da contribuição previdenciária dos servidores inativos e do aumento da alíquota dos funcionários que ganham mais do que R$ 1,2 mil.
A suspensão foi determinada há duas semanas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão que foi considerada política por alguns setores do governo, em função do apoio ao governo ao Congresso na reforma do Judiciário foco de resistência de parte do poder.
O governo sugeriu que metade dos recursos fosse conseguida com o aumento das receitas e o restante, com redução de gastos públicos. Mas o ministro disse que essas proporções podem ser alteradas em decorrência do debate com os parlamentares, que vão discutir a proposta do governo. Tavares disse que deverão ser analisadas várias alternativas, mas que para serem aplicáveis elas têm de ser socialmente justas.
O ministro garantiu que o governo pretende que a área social não seja atingida pelos cortes de gastos. Ele citou como gastos sociais os investimentos e o custeio da assistência social, reforma agrária, educação e saúde.
Marthus informou que o governo está reduzindo em 10% os gastos com os cargos de confiança. O ministro disse que essa redução deverá representar uma economia de R$ 34 milhões por ano para o conjunto dos ministérios.





