Governo admite mudar diretores
O secretário chefe da Casa Civil, Giovani Gionédis, confirmou ontem que a direção do Banestado sofre mudanças nos próximos dias. Gionédis ressalvou, entretanto, que a iminente substituição de Domingos Murta Ramalho na presidência do banco não tem relação com o desempenho dele na CPI dos Títulos Públicos, no depoimento de anteontem.
As mudanças no Banestado não terão correlação com a CPI, garantiu o secretário, emendando que a mexida é apenas uma questão de política de governo.
O chefe da Casa Civil não quis detalhar a profundidade das trocas no comando do banco, mas ontem, em Londrina, as notícias davam conta que o governador Jaime Lerner convidou o presidente da Sociedade Rural, Manoel Garcia Cid (Neco Garcia) para dirigir o Banestado (veja reportagem nesta página).
Para reforçar o discurso de que as mudanças não têm relação com a CPI dos Títulos Públicos, Gionédis disse que a imagem do Banestado não ficou comprometida na tomada dos depoimentos porque a cúpula, assim como os diretores do Bradesco e do Multiplic, conseguiu passar a idéia de que a emissão de debêntures não passa de uma situação de mercado.
Os depoimentos dos diretores e ex-diretores do Banestado à CPI, anteontem, na avaliação de Gionédis, foram convincentes para o Palácio Iguaçu.
O chefe da Casa Civil também considerou que a postura do relator da CPI, senador Roberto Requião (PMDB), favoreceu o Banestado. Ficou clara a sua motivação política ao atacar maldosamente o governo do Paraná e ao sugerir que o governador Jaime Lerner demitisse os seus diretores, afirmou.
A frustração maior, na opinião de Gionédis, foi quando o ex-presidente da Banestado Leasing, o secretário dos Esportes, Osvaldo Magalhães dos Santos, prestou o seu depoimento. Foi ridículo porque o ex-diretor levou uma série de documentos e não foi questionado em quase nada, reclamou.
O Palácio Iguaçu reafirma sua tese de que a Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado está tomando um caráter político.





