Curitiba - A folha de pagamento do governo estadual continua sendo a principal preocupação da administração pública, na avaliação do secretário de Estado da Fazenda, Luiz Carlos Hauly, que ontem esteve na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná para fazer a periódica prestação de contas do Estado, desta vez relativa ao terceiro quadrimestre de 2011. Apesar de estar com a situação financeira ''equilibrada'', de acordo com Hauly, o aumento na folha de pessoal preocupa.
Isso porque houve um crescimento de 19,8% de despesas com a folha, em decorrência do pagamento de perdas históricas e do reenquadramento promovido em categorias como a dos professores e dos profissionais de saúde, além das contratações na área da segurança pública. ''Fechamos o ano equilibrados, pagamos todas as contas, conseguimos honrar os compromissos, inclusive os que herdamos. A nossa folha de pagamento já está em 62,6% do total da receita líquida do Estado e a lei (de Responsabilidade Fiscal) fala em 60%, então passamos do limite, mas estamos trabalhando, vamos aumentar a receita, fazer com que o Estado tenha melhores condições'', resumiu.
Não deve haver corte de pessoal, segundo o secretário, mas os aumentos salariais não devem ser os pretendidos pelas categorias de trabalhadores. ''Aumento será dado, mas dentro da capacidade do Estado, não pode ser muito nem pouco, mas tem que ser dado. Nós honraremos os compromissos, mas não podemos fazer nenhum exagero'', disse.
Houve questionamentos e dúvidas dos deputados da base oposicionista em relação ao diagnóstico apresentado, principalmente dos petistas Luciana Rafagnin e Professor Lemos e, por terem recebido o relatório pouco tempo antes da sessão, os parlamentares cobraram que as próximas prestações de contas sejam enviadas antes para dar tempo hábil a todos analisarem e estudarem detalhadamente os números apresentados, para que todas as dúvidas e possíveis divergências sejam sanadas.
Investimentos no interior
Questionado sobre a possibilidade de aumento dos investimentos no interior do Estado, Hauly afirmou que o governo está disposto a discutir pontualmente, de empresa por empresa, ou com um setor inteiro, a viabilidade de incentivos fiscais. A oposição critica o governo pela concentração de investimentos e novas empresas na região de Curitiba e dos Campos Gerais. ''As empresas que quiserem ir para o interior terão incentivos, mas precisa-se preponderar que estamos no início dos investimentos. Na minha maneira de ver, o 'Paraná Competitivo' ainda trará mais investimentos no interior do que na capital e na Região Metropolitana'', avalia.

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