Brasília - O reajuste dos servidores federais não será pago mesmo no fim deste mês. O Palácio do Planalto confirmou ontem que os projetos de lei prevendo o aumento linear de 1%, mais o acréscimo de R$ 59,87 para cada funcionário público (incluindo dos poderes Judiciário e Legislativo), serão enviados hoje ao Congresso, mas não haverá tempo hábil para sua aprovação e sanção antes do fechamento da folha de maio. ''Vamos buscar acordo para votação dos projetos em regime de urgência, mas não podemos mexer na folha antes da aprovação da matéria'', afirmou ontem o sub-chefe da Coordenação de Ação Governamental da Casa Civil, Luiz Alberto dos Santos.
Uma das modificações introduzidas de última hora no projeto que será apresentado aos parlamentares é a extensão da ''vantagem pecuniária'' de R$ 59,87 para todos os poderes. Com a ampliação do rol de beneficiados pela parcela fixa, a despesa extra de R$ 1,123 bilhão que o governo projetava para 2003 com os reajustes será acrescida de mais R$ 59 milhões. A gratificação de R$ 59,87 será incorporada ao salário dos servidores desde maio, apesar do atraso no pagamento, enquanto o reajuste geral de 1% será pago retroativo a janeiro.

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