Curitiba O governo do Paraná deve anunciar as nomeações que faltam no segundo e terceiro escalões no início da semana que vem. A previsão era que os quadros estivessem fechados ontem, o que não ocorreu. O governador Roberto Requião (PMDB) esteve em Brasília na quinta-feira, participando de reuniões do partido, e ontem tinha prevista a inauguração de uma cooperativa em Toledo, o que atrasou a finalização do processo.
O secretário-chefe da Casa Civil, Caíto Quintana, passou os últimos dias trancado em seu gabinete tratando do assunto. O secretário afirma que os cargos estão praticamente preenchidos, mas não revela números. O que está sendo feito agora é uma análise cuidadosa dos nomes dos futuros ocupantes dos cargos. O governo faz questão de alta competência técnica.
Mas o maior motivo da demora está em uma resolução baixada no início deste mês por Quintana, que pede informações detalhadas aos secretários sobre a função e o salário que cada futuro comissionado vai exercer. Esse detalhamento, que não existia no governo anterior, deixou os secretários nervosos.
Segundo Quintana, o objetivo da resolução é moralizar as contratações de comissionados. O governador não quer que funcionários de carreira acumulem cargos comissionados.
O governo do PMDB ainda não tem uma estimativa de quanto vai custar aos cofres públicos a folha mensal do funcionalismo. Os números só devem estar disponíveis depois que a Secretaria da Administração fizer um balanço da situação que herdou do ex-governador Jaime Lerner (PFL).
Durante o último ano do segundo mandato de Lerner, o custo médio da folha de pagamentos do Estado do Paraná foi de R$ 251 milhões po mês. Para garantir que os funcionários que estão trabalhando ainda sem nomeação recebam salário, o governo deve rodar na primeira semana de fevereiro uma folha complementar.

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