Governo abre negociação para elevar mínimo
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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Maria Clara Cabral<br>Folhapress 
Brasília - O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), afirmou ontem que o governo abriu negociação para elevar o valor do salário mínimo. Segundo o deputado, assessores do ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral) ligaram ontem para as seis centrais sindicais para marcar conversas sobre o assunto para a quarta-feira da semana que vem.
Essa é uma boa notícia. Acho que as coisas, as linhas de conversas melhoraram muito no governo, afirmou Paulinho. Na terça-feira, as seis centrais sindicais CUT, Força Sindical, UGT, Nova Central, CGTB e CTB protestaram em diversas cidades pelo salário mínimo de R$ 580 e pela correção da tabela do Imposto de Renda.
Na semana passada, o ministro Guido Mantega (Fazenda) confirmou, após reunião da presidente Dilma Rousseff com todo o ministério, o aumento de mais
R$ 5 no valor do salário mínimo para este ano.
Em vez dos R$ 540 fixados em medida provisória no último dia de 2010, o governo pagará R$ 545, a partir de 1º de fevereiro. Segundo Mantega, o ajuste no valor foi feito porque a inflação em 2010 ficou maior do que a que havia sido estimada pela equipe econômica na época em que o salário mínimo foi calculado.
Em visita ao Congresso ontem, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, disse que agora cabe ao Congresso discutir o valor. Acho que o governo foi até onde podia ir, tem suas limitações orçamentárias. Eu sou integrante do governo, defendi até uma posição diferente. Mas a gente tem que entender que quando a presidente coloca uma proposta, a gente tem que acatar essa proposta, disse o ministro.
No último dia de 2010, o governo também confirmou que a tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física que, desde 2007, é corrigida pela meta de inflação, de 4,5% não teve mudança para o ano-base 2011. A defasagem desde 1995, que já superava 64%, deve passar de 70%, segundo cálculos do Sindifisco Nacional.
Paulinho disse que já ingressou com ações na Justiça Federal de vinte Estados para corrigir esta injustiça com os trabalhadores. É bom ressaltar que milhares de trabalhadores passarão a pagar Imposto de Renda após os reajustes salariais do ano pas-sado, afirmou.


