A bancada governista no Câmara tenta hoje entrar com um requerimento para eliminar uma das duas sessões regimentais entre a comissão especial e o plenário, com o objetivo de começar hoje mesmo as discussões de pré-votação da emenda constitucional que reinstitui a CPMF. Essa urgência surgiu porque na sexta-feira, dia seguinte à aprovação da CPMF na comissão especial, o governo não conseguiu quórum para contar uma das duas sessões de interstício para chegar ao plenário.
O governo quer apressar a discussão porque tem a expectativa de que a oposição apresente muitos destaques. O líder do governo, Arnaldo Madeira (PSDB-SP), calcula que a emenda seja aprovada em até dez votações - em sete, precisa do quórum mínimo de 308 deputados.
Se não conseguirem votar o requerimento com o objetivo de eliminar a necessidade de duas sessões para a votação no plenário, devem tentar mobilizar a bancada para abrir uma sessão hoje à noite, assim que fechar a sessão ordinária do dia.
A agenda planejada pelo governo é ter a emenda votada no primeiro turno nesta semana e em segundo turno até o dia 24. O cronograma permite que a CPMF volte a ser cobrada em julho, 90 dias após sancionada. A CPMF é o nó do pacote de ajuste fiscal e pré-condição para que seja liberado um empréstimo de R$ 9 bilhões com o FMI.
‘‘O governo não conseguiu mobilizar sua bancada e, agora vai tentar atropelar o regimento só para acirrar os ânimos’’, afirmou o líder do PT na Câmara, José Genoíno (SP).

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