Agência Estado
De Brasília
Representantes do governo federal na Comissão Mista de Orçamento do Congresso estudam uma estratégia para barrar o movimento de parlamentares que deverão inflar a estimativa de receita da União para incluir o maior número possível de emendas na peça orçamentária.
Como 2000 é um ano eleitoral, a preocupação é grande entre os líderes governistas: o aumento da estimativa poderá chegar a R$ 1,5 bilhão, segundo cálculo de parlamentares oposicionistas.
‘‘A partir de 1º de julho, as transferências voluntárias da União para Estados e municípios ficam proibidas pela lei eleitoral, e o Orçamento não deve estar aprovado antes de março’’, disse o coordenador da bancada governista na comissão, deputado Alberto Goldman (PSDB-SP), acrescentando que, entre março e julho, vai ser grande a pressão por liberação de recursos, e esta pressão será maior à medida em que for maior o inchaço na previsão de receitas que eles conseguirem agora.
A justificativa técnica para aumentar a receita do governo é o crescimento da inflação no segundo semestre de 1999. ‘‘Os números enviados para o Congresso foram calculados com base na situação de maio, e, agora, as rubricas precisam ser corrigidas’’, disse o deputado Sérgio Miranda (PC do B-MG), explicando que, como a inflação aumentou, houve um incremento nominal de receita em vários impostos, como a CPMF. ‘‘Será esta correção da receita do governo que viabilizará a inclusão das emendas parlamentares no Orçamento de 2000’’.