Governistas não se entendem sobre sorteio de ônibus
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segunda-feira, 07 de maio de 2007
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A polêmica carta que circulou na Assembléia Legislativa semana passada, convidando os parlamentares para participarem de um sorteio de um ônibus na ''escolinha'' de Governo, ainda é assunto de plenário. Ontem, o deputado estadual Marcelo Rangel (PPS) disse que desistiu de apresentar requerimento de repúdio à atitude do secretário-chefe da Casa Civil, Rafael Iatauro, que assina o convite. Através de declarações à imprensa, Iatauro pediu desculpas aos parlamentares e disse que não tinha intenção de ofendê-los.
O petebista Jocelito Canto, porém, não ficou satisfeito. Ontem ele apresentou um requerimento ao plenário para questionar o Palácio Iguaçu sobre os custos para a confecção dos convites. O requerimento, votado ontem mesmo no plenário, foi rejeitado por 25 votos a 22. O líder da Oposição na Casa, Valdir Rossoni (PSDB), votou favorável ao requerimento, mas já admitiu que o caso está tomando outra proporção. ''Eles enviaram o convite para que a oposição perdesse o foco, que são as irregularidades que estão acontecendo dentro do Governo do Estado. Se eles quiserem eles podem sortear um ônibus, uma bicicleta, qualquer coisa, desde que não seja com dinheiro público'', ironizou ele.
A ''escolinha'' - reunião semanal do Executivo - acontece hoje pela manhã, mas ninguém sabe se haverá de fato o sorteio. O líder do Governo, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), garante que se trata de um ônibus ''de brinquedo'' e que a idéia do convite, feito apenas à base governista, era chamar a atenção dos parlamentares para a ''escolinha''. Em entrevista concedida à FOLHA, quinta-feira passada, Iatauro, porém, nos informou que se tratava de um ônibus doado por uma empresa privada e que o convite tinha sido enviado para todos os parlamentares - inclusive aos integrantes da bloco oposicionista.


