Com a redução do mandato alegava-se que a intenção era premiar com a reeleição os bons governantes. Só que os parlamentares rejeitaram a reeleição. Bastou Fernando Henrique ser eleito para que, antes mesmo de sua posse, o então deputado Maurílio Ferreira Lima (PSDB-PE) e o recém-eleito Mendonça Filho (PFL-PE) falassem em reeleição. ‘‘Quatro anos é pouco e precisamos corrigir um erro do Congresso Revisor’’, sustentaram.
Os governistas juram que, agora, o fim da reeleição não é mais um casuísmo que se encaixa na falta de previsibilidade do cenário político na sucessão de Fernando Henrique. Afinal, a recuperação da popularidade do governo é premissa para a manutenção da aliança. Caso contrário, os aliados tendem a optar por destinos diferentes. ‘‘O País está amadurecendo e estar disposto a rever a reeleição só mostra que a reforma política é indispensável, é tema inadiável’’, diz o líder do PSDB no Senado, Sérgio Machado (CE).
A reforma virou prioridade para o Congresso em 2001. Mas ainda não há consenso entre os partidos sobre as propostas. O PT, PDT, PC do B e PSB pretendem organizar uma agenda comum de atuação. ‘‘Quando inventaram o mandato de quatro anos, quando inventaram a reeleição, sempre falaram em reforma política, mas nunca avançaram além do ponto de seu interesse’’, recorda Genoino. Só o que se tem certeza é de que, a partir de outubro, volta à cena a novela da duração do mandato presidencial. (A.E.)

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