Governistas estão longe de acordo
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domingo, 11 de novembro de 2001
Agência Estado<Br>De Brasília 
A tendência para a desunião não é privilégio das oposições. Os partidos que formam a base do governo e que o presidente Fernando Henrique Cardoso quer manter em aliança também não se entendem. O PMDB decidiu, na convenção de setembro, lançar candidatura própria. A prévia no partido ocorrerá em 20 de janeiro e já conta com três candidatos: o governador Itamar Franco e o senador Pedro Simon (RS), de oposição a Fernando Henrique, e o deputado Michel Temer (SP), ligado ao governo.
O presidente nacional do PFL, Jorge Bornhausen (SC), sabe que tem de aguardar o PMDB, que está amarrado na sua proposta de prévias e candidatura própria. Mas tenta fazer pressão sobre o PSDB e o PPB, para que até 15 de dezembro decidam as regras para a escolha de uma candidato que teria a missão de manter a coligação governista não importando qual o cabeça de chapa. Só que o PFL, por ter a governadora Roseana Sarney com cerca de 20% pontos porcentuais na última pesquisa da CNT/Sensus, defende uma chapa encabeçada pela pefelista. O PSDB não admite a idéia e diz que deve ser ele a liderar a aliança.
Excetuando-se a eleição de 1989, vencida por Collor, que não tinha uma coligação forte mas contava com os votos da maioria dos eleitores , a história registra o êxito da empreitada de PSDB e PFL, que se uniram para vencer a eleição em 1994, e repetir o êxito em 1998, desta vez com o apoio oficial do PPB e do PTB e velado do PMDB, que não lançou candidato. (J.D.)


