Candidatos a deputado que concorrem por partidos aliados aos governos estadual e federal, como PFL, PSDB, PTB e PMDB, estão fazendo um discurso de oposição no horário político do rádio e da TV do Rio Grande do Sul, confundindo os eleitores. ‘‘Os produtores no Brasil estão pagando para produzir, e procurarei mudar este quadro’’, promete, por exemplo, o candidato Luiz Carlos Heinze (PPB). O candidato Rubens Ardenghi (PTB) lastima ‘‘a situação desesperadora de agricultores, microempresários, aposentados e da saúde pública’’ e denuncia o ‘‘caos da saúde’’ e ‘‘os altos índices de desemprego’’.
Os pefelistas também reclamam. Um deles, Roberto Argenta, protesta pela ‘‘carga tributária que asfixia’’. Outro do PFL, que se identifica apenas como Furlan, vai além. Quer ‘‘acabar com a roubalheira dos juros altos que estão asfixiando as empresas’’. Todos concorrem à Câmara dos Deputados e pertencem a partidos que governam o Rio Grande do Sul e o Brasil há quase quatro anos.
Concorrendo a uma cadeira no Congresso pelo PTB, Teresinha Matos quer trabalhar ‘‘para resgatar o orgulho e a dignidade de quem trabalhou a vida toda e hoje está marginalizado’’, citando ‘‘os aposentados e pensionistas’’. O candidato Adroaldo Streck (PSDB), que disputa a reeleição, fala em ‘‘mais velocidade na recuperação do nível de emprego’’ e corrigir distorções do Real.
Apresentando-se como Norman, um candidato à Câmara pelo PSDB prega ‘‘ordem e progresso sim, mas sem marca da coleira’’. Tentando uma vaga na Assembléia, Tancredo Lopes (PFL), diz que irá ‘‘combater o desemprego’’. Nenito Sarturi (PMDB), também buscando uma cadeira de deputado estadual, quer uma política agrícola que ‘‘combata o desemprego’’.

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