Governistas dão apoio a Padilha
Agência Folha
De Brasília
Os líderes da base governista na Câmara manifestaram ontem apoio ostensivo à permanência do ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, no cargo. Os aliados evitaram ontem as divergências e as críticas públicas à atuação do ministro em nome da unidade dos partidos no governo FHC. Padilha estava preparado para o depoimento prestado à Câmara e elaborou dossiês sobre os integrantes das comissões de Fiscalização e Controle e de Viação e Transportes.
Antes de responder, por exemplo, às perguntas da deputada Telma de Souza (PT-SP), o ministro fez comentários sobre as visitas da parlamentar ao seu gabinete. Foram 11 audiências, nas quais foram feitas 15 postulações. Já respondemos a dez, afirmou Padilha. Telma discordou do número de audiências.
Os deputados da oposição fizeram seguidos apelos ao ministro para que ele deixasse o cargo, evitando um constrangimento do presidente Fernando Henrique Cardoso. Padilha não aceitou as provocações e, ao deixar a comissão, disse que essa decisão cabe a FHC.
O ministro provocou constrangimento ao deputado Caio Riela (PTB-RS) no final do depoimento. Em um discurso inflamado, o deputado também havia pedido a saída do ministro do cargo em nome da honra do Rio Grande do Sul e da Revolução Farroupilha. Riela foi comparado pelo líder do PT, José Genoino (SP), ao senador Pedro Simon (PMDB-RS).
O senador, em discursos no Senado, contribuiu para a queda dos ministros do Desenvolvimento e das Comunicações, Clóvis Carvalho e Mendonça de Barros. Faço uma distinção. Caio Riela não é Pedro Simon. Vejo na biografia do deputado que esteve em 1977, no Rio de Janeiro fazendo curso de arte dramática, disse Padilha.
Cerca de 80 deputados se apertaram na sala onde ocorreu a audiência. Deputados de partidos governistas se revezaram nos elogios ao ministro.





