Governistas barram 'Escolinha da Oposição'
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terça-feira, 17 de abril de 2007
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A bancada do Governo na Assembléia Legislativa conseguiu ontem evitar a criação da ''Escola da Oposição no Paraná''. Um requerimento assinado pela bancada da oposição solicitava à Rádio e Televisão Educativa do Paraná (mantidas com recursos públicos) um espaço na grade de programação para a transmissão ao vivo de um programa comandado pelos oposicionistas nos moldes da ''Escola de Governo do Paraná''. Transmitida ao vivo toda terça-feira pela manhã, a ''escolinha'' exibe a principal reunião do Executivo, comandada pelo governador Roberto Requião (PMDB). A ''Escola da Oposição do Paraná'' seria exibida às quartas-feiras.
O requerimento, rejeitado por 24 votos contra 18, movimentou o plenário no final da sessão ordinária. O deputado estadual Luiz Carlos Martins (PDT), que anunciou a proposta, não descarta a possibilidade de levar o assunto à Justiça. ''Precisamos é de um canal público para que as lideranças do povo se manifestem. A 'escolinha' não mostra o contraditório'', justificou Martins.
Antes do requerimento ser votado, o líder do Governo, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), fez um apelo aos parlamentares. ''Não acredito que o requerimento possa ser votado. É só uma crítica bem-humorada. Uma ironia'', apontou.
Ao enfatizar que a oposição teria que ter as mesmas condições técnicas da ''escolinha'' para levar ao ar seu programa, o pepessista Marcelo Rangel também ressaltou que a Governo chegou a gastar, durante um programa do dia 25 de julho do ano passado, R$ 84,6 mil ''apenas no aluguel do local''. O mesmo valor teria sido gasto, segundo Rangel, para a transmissão daquele programa.
Ontem, o deputado estadual Jocelito Canto (PTB) também anunciou que pretende apresentar um requerimento na Assembléia Legislativa solicitando a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar supostas irregularidades nos contratos estabelecidos entre a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), do Governo do Estado, e empresas que prestaram serviços ao órgão. Por enquanto, o requerimento conta com a assinatura de três parlamentares - além de Jocelito Canto, os petebistas Fábio Camargo e Carlos Simões apóiam a proposta. Para ser protocolado, o requerimento precisa da assinatura de, no mínimo, 18 parlamentares.


