Curitiba - O projeto de lei de autoria do Governo do Estado que extingue o Serviço de Loteria do Estado do Paraná (Serlopar), autarquia ligada ao Executivo, também foi aprovado ontem em segunda discussão. Já a emenda da oposição que pedia também a extinção dos cargos em comissão do Serlopar foi rejeitada no plenário por orientação do líder do Governo, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB). Entre os parlamentares presentes, 26 votaram contrários à emenda e 20 foram favoráveis.
Assim, os cinco cargos em comissão existentes no Serlopar passarão, conforme previsto na mensagem do Executivo, para a Casa Civil. Já os demais funcionários lotados no Serlopar ficam à disposição da Secretaria de Estado da Administração e da Previdência ''para fins de realocação''.
O deputado estadual Élio Rusch (DEM) disse que o Executivo está sendo, no mínimo, contraditório. Rusch lembra que na mensagem que cria o Sistema de Controle Interno do Poder Executivo, também aprovado ontem em segunda discussão, está prevista, por exemplo, a criação de mais um cargo em comissão. ''Eles acabam com o Serlopar e ficam com cinco cargos em comissão à disposição. Daí criam o Sistema de Controle Interno e querem pedir mais cargo?'', disse ele. Segundo Romanelli, juntos os cinco cargos representam cerca de R$ 21,5 mil por mês aos cofres.
O deputado estadual Jocelito Canto (PTB) também comentou sobre o fato do Executivo alegar que os reajustes dos servidores públicos, também colocados em votação ontem, somente poderão ser concedidos de acordo com a arrecadação do Estado. ''Nós estamos precisando de dinheiro para pagar os servidores. Nada mais justo que o Governo do Estado acabe com os cargos do Serlopar. É uma grande oportunidade de economia. Se é para acabar com o jogo, então vamos acabar também com o jogo dos cargos'', atacou.
O projeto de lei que cria o Sistema de Controle Interno também foi alvo de críticas da oposição, mas conseguiu ser aprovado. Conforme mensagem do Executivo, o objetivo do Sistema de Controle Interno é ''estabelecer o regramento necessário para o cumprimento das ações referentes aos Programas de Governo (...) bem como a avaliação da gestão dos agentes públicos e a correta aplicação das políticas públicas no âmbito da administração direta e indireta''. (C.S.)

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