Brasília - Os governadores tucanos são adversários do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas as reformas constitucionais não são o campo adequado para se exercitar a oposição ao Palácio do Planalto. Foi este o principal recado dos sete governadores do PSDB (SP, MG, CE, GO, PA, RO, TO), que se reuniram ontem com a bancada na Câmara. Mesmo reconhecendo a autonomia dos parlamentares nas votações do Congresso, os governadores pediram o apoio dos deputados para aprovar as reformas o mais rápido possível, mas fizeram questão de dar o tom de ''oposição ao Planalto''. ''Essa agenda das reformas mascara a inoperância do governo federal'', destacou o governador de Minas Gerais, Aécio Neves.
Tanto Aécio quanto o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, insistiram que é preciso superar a agenda das reformas ''para tratar da retomada do poder'', bem no espírito da conversa que a cúpula tucana teve com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso há cerca de 15 dias em São Paulo. Aécio e Alckmin avaliaram que o grande desafio do PSDB hoje é mostrar competência onde é governo, já que o PT pôs abaixo a questão da ideologia ao encampar as reformas de FHC. Por isto, prevêem que a próxima disputa eleitoral será gerencial, e não ideológica.
No que se refere à reforma tributária, o único ponto criticado por todos os tucanos é a constitucionalização da Lei Kandir, que desonera as exportações, sem pôr no texto constitucional a previsão do fundo de compensação para ressarcir os prejuízos com a isenção de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

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