Governadores tentam negociar liberação de R$ 3,6 bilhões
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quinta-feira, 10 de julho de 1997
Agência Estado Brasília 
Um grupo de governadores está negociando com o governo federal a liberação de R$ 3,6 bilhões para os Estados, como compensação pela isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a exportação de produtos básicos. O assunto foi um dos temas da conversa que o governador de Minas Gerais, Eduardo Azeredo (PSDB), teve com o presidente Fernando Henrique Cardoso no Palácio da Alvorada, anteontem à noite.
O encontro foi marcado para aplacar o descontentamento do governador e dos tucanos mineiros com a decisão do presidente de nomear Flávio Menicucci para a diretoria regional do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), por indicação do ex-governador Newton Cardoso, do PMDB. Ao saber da nomeação, Azeredo havia dito que o presidente estava trocando favores por votos do PMDB para aprovação da reforma administrativa, e acusou o ministro de Assuntos Políticos, Luiz Carlos Santos, que é peemedebista, de estar por trás da manobra.
Mesmo ressaltando ter conseguido um bom entendimento com o presidente, Azeredo voltou ontem a criticar Luiz Carlos Santos. Esse assunto (do DNER) foi mal conduzido pelo ministério da Desarticulação Política, disse, fazendo ironia com o nome da pasta chefiada por Santos. O governador afirmou, entretanto, que não vai mais discutir a nomeação. Vamos olhar para a frente, afirmou. Os interesses maiores do Estado estão preservados.
Pouco antes, numa solenidade em que foram assinados contratos entre o governo federal e a Cemig, a estatal mineira de eletricidade, Azeredo manifestou apoio a Fernando Henrique. O presidente tem em Minas um suporte para sua política de desenvolvimento, disse, lembrando os 37 votos que a bancada mineira deu em favor da aprovação reforma administrativa. Minas, e em especial o PSDB, demonstrou que tem compromissos maiores com o Brasil.


