Brasília- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conseguiu do PMDB o compromisso de apoiar as reformas constitucionais, a política econômica e ajudar na formulação das políticas públicas do governo. Tudo isso sem cargos no ministério, por enquanto, derrubando a tese de independência defendida pelo presidente nacional do partido, deputado Michel Temer (SP). A proposta de parceria, feita por Lula na semana passada, foi oficialmente aceita ontem pelos cinco governadores, em reunião com a cúpula do partido, e já referendada pela bancada do Senado.
No almoço político que reuniu os peemedebistas num hotel de Brasília, a decisão de apoiar a política econômica foi justificada pelo fato, segundo os peemedebistas, de que ele não é nada mais é do que a continuidade da política anterior do ex-ministro da Fazenda Pedro Malan.
Mas o movimento de ontem do PMDB não significa a garantia de votos às propostas do governo petista nas votações do Congresso. Ao contrário, o Palácio do Planalto terá de seguir negociando caso a caso com o PMDB todas as votações. Tanto é assim que, antes mesmo de a bancada de deputados iniciar uma reunião arrastada em que sobraram protestos contra a participação do partido em conselhos governamentais, o líder Eunício Oliveira (CE) havia feito as ressalvas. ''Ainda submeterei esta proposta aos deputados, mas está claro que só teremos compromisso de aprovar aquilo com o que concordarmos. Mesmo que a bancada ratifique a posição dos governadores, se não houver consulta nem acatamento, nada feito''.
Participaram do encontro o presidente do Congresso, José Sarney (PMDB-AP), Temer, Oliveira e o líder da legenda no Senado, Renan Calheiros (AL), além de Vasconcelos, e dos governadores Germano Rigotto (RS), Luiz Henrique da Silveira (SC), Roberto Requião (PR) e Joaquim Roriz (DF).

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