São Paulo - Os governadores do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto (PMDB), e de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), questionaram ontem a validade de os mandatários estaduais se reunirem mais uma vez com o Planalto para discutir a reforma tributária caso não haja fato novo sobre o tema. Mesmo assim, Rigotto confirmou presença no encontro marcado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para sexta-feira, dia 8.
''A cada ponto, a cada modificação, não há necessidade de que os governadores sejam chamados a Brasília para ver se concordam com isso'', disse Rigotto, relatando o que falou ao ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu.
Perillo, Rigotto, Eduardo Braga (PSB-AM), Aécio Neves (PSDB-MG) e Lúcio Alcântara (PSDB-CE) - que substitui Wilma de Faria (PSB-RN), que está no exterior -, representam as cinco regiões nas negociações das reformas com o governo federal.
Perillo também criticou as seguidas reuniões: ''Não vamos mais tratar de reforma da Previdência. Todos os acordos para a reforma que foram feitos pelo governo, depois da última reunião com os governadores, desautorizam e descredenciam os governadores a falar''. (A.F.)

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