Luciana Pombo
De Curitiba
A regulamentação do desconto dos inativos para a capitalização dos fundos de previdência e financiamentos do governo federal podem ser as soluções para que os Estados consigam fazer o ajuste das contas públicas. O assunto foi um dos temas debatidos no encontro de ontem, em Curitiba.
Uma das propostas apresentadas pelo governador Jaime Lerner durante a reunião foi a negociação das parcelas das dívidas dos Estados com o governo federal para os fundos de previdência.
Para o governador Olívio Dutra, a previdência precisa ser alterada em todo o País. O Estado é um dos que mais gasta com folha de pagamento, cerca de 81%, e ainda não tem um fundo previdenciário. Mário Covas disse gastar cerca de 63% da receita com folha de pagamento. Para diminuir o índice, ele diz que teria de demitir cerca de 180 mil funcionários.
No Mato Grosso do Sul, o governo de Zeca do PT pensa em cobrar contribuição dos inativos. O Estado gasta 64% do que arrecada com salários. Em Santa Catarina, o fundo previdenciário ainda deverá ser criado. ‘‘Mas, para que os fundos prosperem, o governo federal pode dar incentivos em financiamentos’’, declarou Esperidião Amin (PPB) (foto), que gasta 67% com pessoal.
A Bahia é o Estado que está com o fundo previdenciário melhor estruturado, com vida útil de 25 anos. O governo gasta 53% com folha de pagamento, mas pode chegar a 50% ainda este ano. ‘‘Isto não é um privilégio da Bahia. Precisamos conquistar mecanismos para garantir a antecipação de receitas e a compensação financeira para todas as regiões do País’’, declarou o governador César Borges.

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