Governador teria recebido alerta sobre atentado
Na conversa com os jornalistas, Itamar contou que um senhor desconhecido, no dia anterior, teria lhe abordado para falar do risco que o governador estaria correndo de ser assassinado. O governador negou temor. Nem uso revólver, informou, mostrando disposição de ir em frente em investigações.
Ele transitou em Brasília acompanhado de uma pequena comitiva e da segurança habitual de apenas um capitão da Polícia Militar, embora mantenha reforçada a proteção policial ao Palácio da Liberdade, alegando um suposto risco que não revelou. O governador diz não temer ameaças.
Ele pediu ao ministro da Fazenda, Pedro Malan, o rastreamento das ações desenvolvidas pelo Ministério e pelo Banco Central durante o período em que foi presidente da República. O objetivo, informou, é saber dos passos do então ministro Fernando Henrique e do presidente do BC à época, Pedro Malan.
Questionado sobre as críticas feitas pelo presidente a nacionalistas botocudos, o governador lembrou que FHC não fez uma crítica direta a ele. Se assim fosse, Itamar disse que teria uma resposta. Eu diria, senhor Fernando Henrique, quando o senhor choramingava na ante-sala do Palácio do Planalto, que um botocudo lhe fez candidato à presidência da República, e iria colocar nele a faixa de botocudo.
Em Belo Horizonte, o deputado estadual Amílcar Martins (PSDB) afirmou ontem ter documentos que provam que o governador omitiu, na declaração de bens entregue ao TRET antes de tomar posse, a compra, em novembro de 1998, de um aparamento no Edifício Watergate, em Washington palco do escândalo que levou à renúncia o então presidente norte-americano Richard Nixon.
Apesar da maioria governista na Assembléia Legislativa, Martins, que anteontem protocolou uma denúncia por crime de responsabilidade contra Itamar, na presidência casa, está otimista quanto à possibilidade de abertura de um processo de cassação. (A.E.)





