O governador de Alagoas, Manoel Gomes de Barros (PTB), afirma que só manterá sua candidatura à reeleição se obtiver do governo federal a garantia de liberação de R$ 122 milhões para o pagamento dos salários atrasados ao funcionalismo.
Segundo o deputado Cícero Ferro (PTB), líder do governo na Assembléia, a reunião serviu para ‘‘dar uma injeção de ânimo’’ aos candidatos que fazem parte da coligação ‘‘Alagoas no Caminho Certo’’. Para Ferro, o governador está confiante na possibilidade de disputar o segundo turno das eleições com o candidato Ronaldo Lessa (PSB), mas precisa que o governo federal libere os recursos prometidos para saldar o débido com o funcionalismo.
Apesar da declaração do governador, Ferro disse não acreditar que ele desista de concorrer. ‘‘Temos a maior bancada na Assembléia e na Câmara Federal, contamos com o apoio dos três senadores alagoanos e cerca de 70 prefeitos estão fechados com o nosso candidato. Portanto, não temos o que temer.’’
Para a oposição, o governo federal ainda não liberou os recursos porque não acredita na vitória de Barros. ‘‘O presidente Fernando Henrique é inteligente e não vai jogar o dinheiro do povo em um saco furado’’, disse o ex-deputado federal Mendonça Neto (PDT), da coligação de Lessa. A deputada estadual Heloisa Helena, candidata ao Senado pelo PT, disse que não é contra a liberação do dinheiro para os atrasados, mas lamenta que o governador esteja usando o drama do funcionalismo como barganha política.

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