Governador se defende de críticas de Maluf e do PT
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segunda-feira, 24 de dezembro de 2001
Agência Folha 
São Paulo - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), reagiu ontem às críticas que lhe vêm sendo feitas pelo ex-prefeito Paulo Maluf (PPB) e por integrantes do PT. Deputados do partido querem a abertura de uma CPI para investigar os contratos de construção do Rodoanel Mário Covas, sob suspeita de superfaturamento.
No palanque montado para a inauguração da primeira fase do anel viário, Alckmin se disse ''injustiçado'' pelos adversários e cobrou a contrapartida da prefeitura de São Paulo, ''que nunca contribuiu com um centavo para a obra''.
O contrato para construção do Rodoanel previa um investimento de 25% pela Prefeitura de São Paulo. A assinatura deu-se na gestão Celso Pitta (1997-2000), mas até hoje não houve repasse de recursos municipais. Para ele, ''nunca houve interesse do PT em ajudar na obra do Rodoanel''.
Alckmin passou boa parte de seu discurso negando as suspeitas de superfaturamento do Rodoanel. Na resposta a Maluf, ele comparou o custo por quilômetro do Rodoanel com obras viárias da gestão do ex-prefeito, como a avenida Água Espraiada. ''Apesar de ser uma obra de padrão muito elevado, o quilômetro do Rodoanel sairá por R$ 11 milhões. O da Água Espraiada custou R$ 58 milhões.''
Alckmin atribuiu as críticas recebidas de Maluf na propaganda eleitoral à aproximação do período eleitoral, quando os dois devem se enfrentar na disputa pelo governo do Estado. Alckmin, entretanto, disse que sua candidatura não está definida. ''Em nenhum momento disse que serei candidato. Meu único compromisso é terminar o mandato iniciado por Mário Covas'', disse.
A reportagem não conseguiu localizar Marta e Maluf.


