Catorze dias depois de ter renunciado à condição de candidato à reeleição, o governador Manoel Gomes de Barros (PTB) decidiu ontem retomar a campanha, uma forma de evitar o naufrágio da base política de Fernando Henrique no Estado. Desde sexta-feira, os líderes governistas estavam em reunião permanente em Maceió para tentar preencher o vácuo deixado pela renúncia de Barros. Cansados da falta de acordo, o ministro da Justiça, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o presidente nacional do PSDB, senador Teotônio Vilela Filho, suspenderam as negociações na tarde de ontem e transferiram a responsabilidade pelo caos para o governador.
‘‘O coordenador do processo é o governador. Ele tem que conseguir uma saída para a situação’’, afirmou Calheiros. Até às 19 horas de ontem, Vilela admitia a possibilidade de o grupo lançar um candidato ‘‘laranja’’ para cumprir as exigências cartoriais. O retorno da candidatura faz o senador Guilherme Palmeira reiniciar ontem sua campanha à reeleição ao Senado, suspensa desde a ‘‘renúncia’’ de Barros.
O candidato a vice da chapa será o deputado federal pelo PFL Benedito de Lyra, segundo anunciou o governador. ‘‘Os senadores, os deputados federais e os prefeitos pressionaram muito para o meu retorno. Não podia abandonar o grupo’’, afirmou Barros. Ele desistiu de sua candidatura alegando que o governo federal não cumpriu com o acordo de repassar R$ 122 milhões para que ele pudesse quitar os salários atrasados do funcionalismo. Porém, na última sexta-feira, o governo federal liberou a metade dos recursos.

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