Curitiba - O governador Roberto Requião (PMDB) encaminhou ontem dois ofícios para os deputados estaduais André Vargas (PT) e Luciano Ducci (PSB) e ao deputado federal Paulo Bernardo (PT). No primeiro deles, Requião faz um apelo, pedindo aos deputados que, ''por favor, não prejudiquem os funcionários públicos estaduais''. Em resposta à postura dos deputados em relação à Saúde, Requião ameaçou nesta segunda-feira não reabrir o Instituto de Previdência do Estado e fechar o Hospital da Polícia Militar e o Sistema de Assistência à Saúde (SAS).
No ofício, o governador diz que essas medidas seriam inevitáveis ''caso as verbas para o hospital, o SAS e o IPE, assim como para o saneamento e para o programa Leite das Crianças, não fossem admitidas como investimento em Saúde''.
No segundo ofício, o governador foi mais incisivo, e pede para que André Vargas interceda junto ao MST, ''a fim de desocupar as áreas rurais tomadas em nosso Estado''. ''Temos certeza que o peso de vossa excelência, sua ascendência sobre o movimento, sua notável influência política e seu trânsito tão livre em todas as áreas ajudarão o governo a resolver esse grave impasse social.''
Vargas classificou os ofícios de Requião como uma ''provocação barata'', e já preparou resposta que será encaminhada ao governador. Sobre o MST, Vargas acredita que o ofício seja uma retaliação. Há três semanas, Vargas encaminhou um requerimento ao governador pedido a mediação do governo para agilizar a desocupação da fazenda Santa Maria, de propriedade de seu tio, Milton Vargas Prudêncio. A fazenda fica em Ortigueira (113 quilômetros ao sul de Apucarana).

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