Governador pode ser chamado a depor na AL
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domingo, 15 de julho de 2001
Alessandra Kormann Agência FolhaDe São Paulo 
O governador do Espírito Santo, José Ignácio Ferreira (PSDB), poderá ser convocado pela Assembléia Legislativa do Estado a depor na CPI da Propina. O motivo é que seis cheques do presidente da Associação Capixaba de Desenvolvimento Social, Raimundo Benedito de Souza Filho, ex-assessor da primeira-dama, teriam sido usados como parte de pagamento do apartamento do governador, uma cobertura em Vila Velha, onde mora seu filho. O valor total dos cheques é de R$ 42 mil. Iremos analisar a documentação para decidir o que fazer. Se os cheques saíram de uma conta pessoal, isso não compromete o governador, disse o presidente da CPI, Gilson Lopes (PFL).
A comissão também irá analisar em reunião amanhã às 10h relatório do Banco Central que classificou de gestão temerária empréstimo concedido pelo Banestes (Banco do Estado do Espírito Santo), em 1998, no valor de R$ 2,6 milhões, para a campanha do então candidato Ignácio.
O governador afirmou que todos os cheques de Souza Filho usados no pagamento de seu apartamento foram reembolsados e que ele tem os recibos. Não há um pagamento meu que não tenha sido feito com meus recursos, inclusive declarados no Imposto de Renda, disse. Segundo ele, as transações foram feitas com cheques pessoais de Souza Filho na campanha de 98.
Quanto ao empréstimo do Banestes, Ignácio disse que foi pago e que teria proporcionado lucro de R$ 1,3 milhão ao banco. O governador disse ainda que o processo de análise da operação pelo BC ainda não foi concluído e que sua prestação de contas de campanha foi aprovada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e posteriormente pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Sinto que há um golpismo sendo montado, disse sobre o pedido de impeachment, protocolado pela oposição.


