Governador não sabe de quem era o helicóptero
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sexta-feira, 06 de maio de 2011
Marcela Rocha Mendes <br> Equipe da Folha 
Curitiba - O governador Beto Richa (PSDB) demonstrou irritação com a imprensa, ontem, ao ser questionado sobre o helicóptero em que estava quando o aparelho sofreu uma pane em São Paulo, na quarta-feira. A aeronave fez um pouso forçado no aeroporto Campo de Marte depois de problemas técnicos. O governador estava na capital paulista para fazer exames médicos e para um almoço com a direção do banco de investimentos BTG Pactual. Até agora não foi divulgado de quem era o helicóptero usado durante a viagem.
Em uma coletiva de imprensa sobre a Operação Liberdade, Beto foi questionado sobre os motivos de não divulgar quem é o proprietário do helicóptero. ''Não tem mistério nenhum. É só investigar. Eu acho que é muito pequeno essa questão. Eu quase perdi a vida lá em São Paulo. Eu estava trabalhando e o helicóptero foi uma doação. E se fosse pago, qual seria o problema? Eu estava a serviço do Governo do Paraná'', argumentou.
O governador disse que estava no Rio de Janeiro um dia antes do acidente, tratando com o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, sobre assuntos da Copa do Mundo. ''Lá, por sinal, eu usei um helicóptero muito superior a esse. Ele me foi cedido pelo Ricardo Teixeira para eu chegar até a sede da CBF onde ele estava me aguardando para a reunião. Depois ele se deslocou comigo para o aeroporto''.
Ao final da resposta, Beto reiterou que a aeronave usada em São Paulo era uma doação. ''Não vejo problema algum. Nem legal, muito menos moral''. Diante da insistência sobre a identificação de quem fez a doação do equipamento, o governador disse não saber a resposta. ''Eu não sei. Você pode investigar. É só ter o prefixo do helicóptero que saiu em todas as emissoras de televisão e você podia me poupar esse trabalho'', concluiu o assunto.
A reportagem da FOLHA procurou informações sobre a procedência do aparelho. No aeroporto de Campo de Marte, funcionários disseram que o helicóptero seria da empresa Cop Serviços Aéreos Especializados, que usou o espaço da empresa Helifly no aeroporto. A Reportagem não conseguiu contato com a Cop e, na Helifly, ninguém quis dar entrevista. Até São Paulo o governador teria utilizado um jato alugado em um mesmo contrato de locação de um helicóptero. O valor do aluguel das duas aeronaves por três meses é superior a R$ 2 milhões. (Colaborou Catarina Scotercci).


