Governador faz pressão para Pugliesi renunciar
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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Rosiane Correia de Freitas<BR> Equipe da Folha 
Curitiba - Emissários do governador Roberto Requião (PMDB) estariam trabalhando para convencer o presidente estadual do PMDB no Paraná, deputado estadual Waldyr Pugliesi, a deixar a direção do partido. Pugliesi renunciaria em favor de Requião, que teria interesse em comandar o partido nas negociações para as eleições deste ano. O deputado negou ontem que tivesse recebido qualquer pedido de renúncia. Mas afirmou: ''Não vou renunciar. Não há razão para eu sair''.
Sem dar detalhes, Pugliesi disse que trata-se de ''um problema interno do partido''. ''As especulações brotam que nem fungos'', apontou. Outros parlamentares ouvidos pela FOLHA, no entanto, foram categóricos em afirmar que o presidente do PMDB teria recebido visita de pelo menos três emissários do governador nos últimos dias, um dos quais foi expulso por Pugliesi de seu gabinete na Assembleia. Pugliesi nega ter recebido qualquer emissário.
Para o secretário-geral do PMDB-PR, João Arruda, o que houve foi um mal-entendido. ''Na época da convenção que elegeu a atual direção do partido se cogitou que o Requião assumisse a presidência, mas por uma questão legal ele estava impedido, uma vez que o governador não pode ser também dirigente partidário'', explicou. Segundo Arruda, na época Pugliesi teria dito que sairia da presidência quando Requião deixasse o governo.
''Mas o governador já disse que se for para gerar conflito ele não assume'', informou. Requião teria interesse em assumir a presidência do PMDB para coordenar o trabalho do partido nas eleições ''com mais eficiência''. ''Mas nunca para diminuir o Waldyr'', declarou.
''Se for do interesse do Pugliesi ficar, ele fica'', completou. A ideia, inclusive, afirmou Arruda, é que toda executiva do partido renunciasse para que uma nova assumisse. Requião deve deixar o cargo no início de abril.


