Curitiba - O governador reeleito Roberto Requião (PMDB) preferiu não adiantar a composição do secretariado para o novo governo, que começa em janeiro. No primeiro escalão, são cerca de 25 cargos. O único secretário que foi confirmado ontem foi Doático Santos, antigo aliado de Requião e dirigente do PMDB de Curitiba. Requião anunciou que Doático ficará encarregado de uma secretaria especial para Assuntos Municipais de Curitiba, que será criada no início de seu próximo mandato.
A decisão de Requião foi uma resposta ao fato de o prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), ter apoiado o adversário Osmar Dias (PDT). Segundo Requião, Doático vai acompanhar Beto nas visitas a obras. O governador reeleito disse ainda que são necessárias placas nas obras em Curitiba que são financiadas com recursos do Estado. Ao ficar sabendo da novidade, Osmar disse que se trata de um ''atestado de desrespeito'' e criticou o fato do adversário ''debochar de um assunto tão sério''.
Fora Doático, nenhuma definição, pelo menos em caráter oficial. Nos bastidores, corre o comentário de que parte do secretariado atual deve ser mantida. Além disso, comenta-se que o atual governador em exercício, Hermas Brandão (PSDB), pode ser contemplado com um posto no primeiro escalão. Requião, porém, não citou nenhum nome na coletiva de ontem. O governador reeleito disse que a composição do secretariado é assunto para ser tratado no ano que vem. Mas lembrou que setores do PSDB e do PT apoiaram o governo.
Na Assembléia Legislativa, o presidente do PMDB no Paraná, deputado estadual Dobrandino da Silva, preferiu ressaltar que não aprova a convocação de parlamentares para pastas no Executivo. ''Tem que aproveitar o mandato'', disse ele. Já o deputado estadual Natálio Stica (PT), um dos aliados do Requião na Casa, disse que ''qualquer cidadão ficaria honrado em assumir uma secretaria'', mas preferiu ser cauteloso. ''Não sei de nenhum nome ainda. E o PT não colocou isso (cargos) como condição para apoiar o PMDB'', disse ele, que não consegiu se reeleger.

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