Governador evita discurso e polêmica em Londrina
Em sua primeira visita a Londrina este ano, o governador Roberto Requião (PMDB) agiu ontem como se aquilo que chama de ''censura'' imposta pela Justiça se estendesse para além das transmissões da Rádio e TV Paraná Educativa. Falou pouco no palanque e menos ainda aos jornalistas - foram apenas quatro minutos de entrevista coletiva antes de entrar apressado no veículo oficial.
A agenda do governador na cidade contemplou apenas a formatura dos 165 policiais militares recém-integrados ao 5º Batalhão de Polícia Militar (BPM), que já estavam trabalhando nas ruas desde meados do ano passado. No cerimonial que começou com mais de uma hora de atraso, Requião elogiou o ''pulso firme e discernimento'' do comandante do 5º BPM, tenente-coronel César Vinicius Kogut, e destacou que houve queda de 56% no índice de homicídios em Londrina desde o início de seu governo. ''Não é perfeito, mas é muito bom'', avaliou. ''Estou satisfeito principalmente pelo número de mulheres que estamos formando, 38 entre 165 soldados'', destacou.
O governador apenas pincelou outros assuntos durante a breve coletiva, como a exoneração dos diretores administrativos dos hospitais da Zona Norte e Sul de Londrina - ''gostaria de colocar (no lugar deles) antigos e experimentados funcionários do sistema, mas isso não é uma condição absoluta'' - e as eleições: ''Isso é com os diretórios municipais.''
Requião desconversou quando questionado sobre o impedimento imposto pela Justiça Federal para que não critique adversários políticos e instituições públicas na Paraná Educativa. ''Eu gostaria que você como jornalista me dissesse que nome dá para isso'', disse a um repórter, para completar, diante da negativa: ''Ficamos assim: você não dá sua opinião, eu não dou a minha'', arrematou, provando ser o velho Requião - só um pouco mais calado. (Vanessa Navarro/Reportagem Local)





