Curitiba Acabou a novela que durou mais de dois anos, com direito à disputa no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Supremo Tribunal Federal (STF). O sétimo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) é o procurador Fernando Mello Guimarães. O procurador, funcionário de carreira do tribunal, foi escolhido pelo governador Jaime Lerner (PFL) a partir de uma lista tríplice levando em conta a antiguidade de auditores e procuradores do TCE, órgão auxiliar da Assembléia Legislativa.
A escolha do governador, porém, não está consumada. Antes que o decreto de nomeação seja publicado, Guimarães será sabatinado pelos deputados estaduais. A expectativa é que seu nome seja aprovado pelo plenário. ''Agora vou ter que estudar muito a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)'', brincou. O procurador considera sua indicação uma vitória para os funcionários do TCE. ''Foi uma briga bonita'', comentou, referindo-se à disputa da vaga entre o Palácio Iguaçu, Assembléia e TCE. Ele calcula que vá assumir o posto em cerca de 15 dias. ''O cargo traz uma responsabilidade a qual espero corresponder'', disse.
O secretário de Governo, José Cid Campêlo Filho, explicou que o governador levou em conta critérios técnicos para a escolha. Guimarães foi o primeiro colocado no concurso público que prestou. Em fevereiro do próximo ano, completa dez anos no TCE.
Guimarães, que receberá um salário bruto mensal de R$ 12 mil, ocupará a vaga deixada por João Féder, aposentado desde a metade de 2000. A briga judicial pela vaga passou pelos tribunais em Brasília. Jaime Lerner, a Assembléia e o corpo técnico do TCE disputavam o direito de escolher o novo conselheiro. Lerner não conseguiu o direito de livre escolha e teve que indicar um dos nomes propostos pelo TCE, conforme a Justiça determinou.
Com isso, ficou sepultada a articulação do pefelista para tentar acomodar no TCE seu assessor especial Gerson Guelmann. A Assembléia também não conseguiu o direito à indicação, que apontaria um deputado.

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