Curitiba- O presidente da Assembleia Legislativa, Nelson Justus (DEM), leu ontem durante a sessão plenária da Casa a carta de renúncia assinada pelo governador Roberto Requião (PMDB) que deixa o Executivo para disputar uma vaga de senador ou de presidente da República nas eleições de outubro próximo. A desincompatibilização atende a uma regra eleitoral, mas, no caso do peemedebista, também representa um espaço maior para o correligionário e vice-governador Orlando Pessuti, que assume o posto máximo do Executivo seis meses antes do pleito no qual também disputará uma vaga: a de governador do Estado.
''Na certeza de ter levado a bom termo as propostas de governo, apoiadas, majoritariamente, pelo povo do Paraná, que muito me honrou com seu voto e confiança, inicio agora nova caminhada para abrir maiores e melhores espaços para o Estado no cenário nacional. Reafirmando meu propósito inabalável de continuar lutando por justiça e fraternidade, aproveito para agradecer o inestimável apoio que sempre recebi desse egrégio Poder Legislativo'', escreveu Requião. A carta foi entregue pessoalmente pelo secretário-chefe da Casa Civil, Rafael Iatauro.
Oficialmente, a saída do governador e a transmissão de cargo para Pessuti ocorrem quinta-feira. Na mesma data, quatro secretários de Estado também deixam a administração: Gilberto Martin (Saúde); Rasca Rodrigues (Meio Ambiente e Recursos Hídricos); Nelson Garcia (Trabalho, Emprego e Promoção Social); e Valter Bianchini (Agricultura e do Abastecimento). Eles devem disputar cadeiras no Legislativo.
Iatauro disse que Pessuti tem pedido para que os comissionados não peçam exoneração.

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