Durante seu depoimento ontem, o governador Roberto Requião afirmou não dar importância à ação movida contra ele por Cila Schulmann. Questionado pelo advogado da publicitária, Luiz Fernando Pereira, por que não havia convocado o procurador Sérgio Botto de Lacerda e o secretário Jacir Bergmann II para servirem como suas testemunhas, Requião foi taxativo. ''Nunca dei importância a essa ação, já que uma ação criminal sobre o mesmo assunto foi arquivada pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça).''
Pereira, no entanto, contesta o governador. Segundo ele, a ação que pede a responsabilização criminal de Requião pelas declarações ainda tramita no STJ. ''O que há é uma discussão em função de prazos, porque não se sabe se serão aplicados os da lei comum ou os da Lei de Imprensa'', explicou o advogado.
Acusações entre as partes e clima tenso marcaram praticamente toda a audiência. Mas enquanto aguardavam que o juiz Marcos Vinúcius Demchuk preparasse os termos para assinatura final, Requião e Cila trocaram algumas ironias. ''Vou contratar a Cila para minha próxima campanha'', disse o governador. ''O problema é que agora meu preço está inflacionado, porque o senhor falou que valho R$ 10 milhões'', ironizou a publicitária.
Depois, Requião afirmou que se aliar a ele seria a única maneira de Cila Schulmann vencer uma eleição no Paraná. ''Ela já ganhou eleição em Santa Catarina, no Amazonas, mas para ganhar no Paraná, só se disputar comigo'', provocou.
No ano passado, Cila coordenou a estratégia de comunicação da campanha do senador Osmar Dias (PDT) ao governo do Estado. O pedetista foi derrotado por Requião por uma diferença de apenas 10 mil votos. (R.L.)

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