Brasília- Alvo de um pedido de cassação do segundo mandato, o governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz (PMDB), retornou ontem de um período de 15 dias de férias e afirmou que não renunciará. Ele acusou os adversários de pressionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a acolher recursos para tirá-lo do cargo. ''Não renunciarei em hipótese alguma; essa palavra não existe em meu vocabulário'', disse, em discurso no Palácio do Buriti, sede do governo distrital.
Nos próximos dias, o TSE deverá julgar recursos de partidos de oposição, um dos quais do PT, pedindo a cassação de mandato de Roriz por abuso de poder político, econômico e dos meios de comunicação na campanha eleitoral de 2002. No discurso, o governador protestou contra os adversários que, segundo ele, ''aproveitaram'' as férias para ''pressionar'' o TSE a caçar o mandato.
Nos últimos dias, o TSE tomou uma decisão que foi comemorada pelo PT, derrotado por Roriz na campanha eleitoral de 2002. O presidente do tribunal, ministro Sepúlveda Pertence, acolheu parecer do procurador-geral eleitoral, Geraldo Brindeiro, no qual está prevista a possibilidade de serem produzidas novas provas no processo de cassação de mandato do governador. Com isso, o PT espera que sejam reunidos mais elementos contra Roriz para a aprovação dos pedidos de perda de mandato.
Roriz também se manifestou contrário à idéia do governo federal de construir um presídio de segurança máxima no Distrito Federal.
''Brasília é uma cidade especial e não pode abrigar os maiores bandidos do País'', declarou.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Distrito Federal criará uma companhia especial para proteger juízes, promotores e procuradores da República.

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