Governador defende novos cargos e critica oposição
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quarta-feira, 24 de janeiro de 2007
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Os 43 novos cargos que foram criados na Assembléia Legislativa, entre eles 37 para diretor penitenciário, foram tema de debate na reunião semanal do secretariado, que apresentou um relatório sobre as novas unidades que estão sendo criadas no Paraná e que deverão abrir 7.320 vagas no Sistema Penitenciário até o novembro de 2008. O total de investimentos nas novas unidades será de R$ 111 milhões. Isto sem contar os valores que deverão ser aplicados em concursos públicos para a contratação de novos agentes penitenciários.
De acordo com o governador Roberto Requião (PMDB), dos 43 cargos em comissão que foram criados através de mensagem de lei -já aprovada pela Assembléia Legislativa-, 37 são para os cargos de diretor penintenciário. Após escolhidos, eles deverão ser avaliados psicológicamente para evitar a contratação de pessoas que não tenham o perfil de respeito aos direitos humanos e cuidado com os presos para garantir a recuperação e a ressocialização deles após o cumprimento de pena. ''Eles terão que ter respeito absoluto aos direitos humanos, mas firmeza extrema contra as rebeliões. Vamos mostrar para o Brasil que as organizações criminosas, como o PCC (Primeiro Comando da Capital), não emplacam e não criam raízes no Paraná'', recomendou o governador.
Atualmente, o governo tem 2.770 estatutários contratados para atender as penitenciárias do Estado. Outros 552 terceirizados ainda atendem algumas unidades penais do Paraná. ''Temos que ter pessoas bem treinadas dentro das unidades penais e recebendo bem'', disse o secretário de Estado da Justiça, Jair Ramos Braga. De acordo com ele, o salário inicial de um agente penitenciário hoje é de R$ 2,4 mil. Os novos diretores que serão contratados receberão R$ 5.251,03. A proposta governamental, que cria ainda cargos de secretários especiais e coordenadores metropolitanos, foi questionada pela oposição na Assembléia Legislativa.
Requião ironizou. ''A imprensa marron e alguns quadros da oposição deveriam frequentar mais as penitenciárias. Aliás, a gente não sabe o que vai acontecer com eles no futuro. Essas contratações podem ser importantes para eles mesmos. Eles (oposicionistas) estão trabalhando contra eles mesmos'', disse irritado, em entrevista à FOLHA. O líder da bancada de oposição, Valdir Rossoni (PSDB), diz que o questionamento dele é prático e está baseado no fato do orçamento de 2007 não prever dotação orçamentária para criação de novas secretarias.


