São Paulo O horário eleitoral gratuito do governador Geraldo Alckmin (PSDB), candidato à reeleição em São Paulo, dificilmente terá a presença do presidenciável José Serra (PSDB). A campanha tucana no Estado tem evitado colar as candidaturas dos dois colegas de partido.
Segundo o coordenador do marketing de Alckmin, Luiz González, Serra está em uma eleição nacional e seria uma ''insensatez'' colá-lo em campanhas estaduais. O motivo real da separação, porém, pode ser outro. Enquanto Alckmin lidera as pesquisas eleitorais para o governo do maior colégio eleitoral do país, Serra tenta diminuir a diferença entre ele e seu adversário, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apontada pelas pesquisas.
De acordo com o último levantamento do Datafolha, Lula estava com 58% das intenções de voto e Serra tinha com 32%. Já Alckmin tinha 50% das indicações enquanto o candidato José Genoino (PT) estava com 42%. ''Não é uma eleição casada. O eleitor tem que votar direito para o governo e tem que votar direito também para presidente. Não é comprar uma Brahma e levar também uma tubaína. Não é carona'', comentou González.
A ausência de Serra nos programas de Alckmin fica mais evidente com a constante presença de Lula na propaganda de Genoino. No debate de anteontem à noite na TV Bandeirantes, por exemplo, enquanto o petista encerrou sua participação pedindo votos para Lula e Genoino, Alckmin não citou em nenhum momento o candidato à Presidência de seu partido. ''São eleições diferentes. O PT está tentando casar as duas eleições, mas o povo não vai entrar nessa'', disse o marqueteiro de Alckmin.
Em visita à cidade de Porto Alegre, a candidata a vice na chapa de Serra, deputada Rita Camata (PMDB-ES) conclamou a sociedade a cobrar a participação do presidenciável do PT nos debates: ''Ao permitir o segundo turno, o cidadão mostrou a necessidade que tem de compreender melhor os programas apresentados para poder tomar sua decisão''.

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