Governador de Roraima diz que fita não é autêntica
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sábado, 25 de outubro de 2003
Agência Folha 
Brasília Os advogados do governador de Roraima, Flamarion Portela (PT), sustentam que ele não cometeu as irregularidades de que é acusado e também contestam a autenticidade da fita, qeu contém imagens da propaganda eleitoral, e que foi citada no parecer do Ministério Público (MP).
A validade da fita e dos comícios já é objeto de um recurso do vice-governador, Salomão Cruz, que foi processado juntamente com Flamarion. Ele sustenta que o conteúdo do material pode ter sido adulterado no deslocamento de Roraima para Brasília, com montagens com a intenção de induzir a Justiça a erro.
A fita, que foi vista pelos procuradores em Brasília, teria, por exemplo, imagens e entrevistas sobre o episódio dos ''gafanhotos''. Este detalhe não constaria da gravação incialmente apresentada no Tribunal Regional.
''Gafanhotos'' são os servidores da gestão anterior que fariam parte da folha de pagamento do Estado, mas sem saber, e, assim, teriam o salário sacado por falsos procuradores.
Esse caso não envolve suspeita de crime eleitoral. Por este motivo, não faz parte dos processos que tramitam no Tribunal Superior Eleitoral.
O Tribunal Regional de Roraima rejeitou todos os processos contra Flamarion, o que indicaria sua inocência, afirmam os advogados.
Sobre as acusações contra Flamarion, eles negam o uso do lema ''Agora nós vamos cuidar de você'' na campanha eleitoral e dizem que o slogan é semelhante a marcas usadas pelo presidente Lula e pelos ex-presidentes FHC e José Sarney.
Por fim, sugerem que o parecer do Ministério Público Eleitoral deva ser assinado pelo procurador-geral, Claudio Fonteles, e não pelo seu vice na área eleitoral, Roberto Gurgel Santos.


