Governador de MG e equipe passam dia em silêncio
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sábado, 09 de janeiro de 1999
Fábia Prates Agência Folha 
O governador de Minas, Itamar Franco (PMDB), passou o dia de ontem fechado em seu gabinete, em despachos internos, sem comentar a repercussão que a decisão de moratória está tendo nos mercados nacionais e internacionais. Anteontem, em entrevista à reportagem, ele disse que só voltaria a falar publicamente sobre o assunto no Senado. O governador aguardava a confirmação de um convite feito pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR) para falar à Comissão de Assuntos Econômicos. O senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) vetou sua ida.
Itamar não comentou o veto de ACM e nem as declarações de FHC. O secretário da Casa Civil, Henrique Hargreaves, que anteontem, ao responder a uma pergunta sobre a dívida internacional de Minas, disse que não tinha dinheiro, falou à reportagem que não se referia à suspensão do pagamento de títulos externos.
Segundo ele, quem tem propriedade para falar sobre esse assunto é o secretário da Fazenda, Alexandre Dupeyrat, que não respondeu aos recados deixados pela reportagem em seu gabinete. Na entrevista, o governador disse que fará todo possível para cumprir (os compromissos externos) e ver se é possível pagar ou não.
O vice-governador Newton Cardoso voltou a dizer ontem que o efeito da moratória nas Bolsas internacionais está sendo superdimensionado. Trata-se de uma tempestade em copo dágua, uma vez que a Bolsa de Nova York, que movimenta US$ 1 trilhão, não pode se preocupar com valores tão pequenos, disse.


