Gouvêa já desempenha atividades laborais no CDR
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quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Janaina Garcia<BR>Reportagem Local 
Encaminhado para realização de exames que, anteontem, descartaram agressão ou maus tratos nas dependências do Centro de Detenção e Ressocialização (CDR) de Londrina, o vereador afastado Rodrigo Gouvêa (PRP) já participa de atividades laborais na unidade prisional. A recomendação partira do laudo psicológico elaborado na véspera, a pedido do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), uma vez que colegas de plenário do parlamentar relataram à juíza da 4ª Vara Criminal, Carla Pedalino, supostos xingamentos e revistas noturnas o que ensejou a abertura de procedimento por parte do coordenador do Gaeco, promotor Cláudio Esteves. Ontem, o promotor praticamente descartou a abertura de inquérito policial para apuração de eventual crime de tortura: Até o presente momento não temos esses indicativos (de maus tratos), mas essa é uma apuração preliminar. resumiu. O parlamentar está preso há 16 dias.
Além do exame psicológico, Gouvêa ainda foi submetido, no CDR, a exames médico e psiquiátrico, os quais apontaram bom estado global de saúde, sem motivo de lesão apar-ente, e aspectos de depressão. No Instituto Médico Legal (IML), onde, também anteontem, o vereador passou por exame de corpo de delito, o laudo descartou lesão corporal ou quaisquer outros sinais de maus tratos e atestou que a integridade física e emocional do preso não fora afetada.
De acordo com o vice-diretor do CDR, Luciano Pereira dos Santos, Gouvêa foi encaminhado no mesmo dia dos exames a atividades administrativas no Centro Estadual de Educação Básica de Jovens e Adultos (CEEBJA), que funciona na unidade e atende presos condenados. Conforme Santos, o próprio parlamentar teria solicitado o encaminhamento a alguma atividade.
Ele está ajudando no arquivo do CEEBJA e mesmo na limpeza; são tarefas para presos com curso superior, afirmou Santos. Se Gouvêa tem contato com outros presos? Não, ele atua mais na sala dos professores, sem contato com os deten-tos, comentou.
A defesa de Gouvêa aguarda o julgamento de mérito do pedido de habeas corpus formulado ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR). Ontem, a informação no gabinete do desembargador Lídio Rotoli de Macedo, relator do processo ele, que, dia 20, já negou liminar pelo relaxamento da prisão , era a de que o caso não seria apreciado esta semana.
Um dos advogados do parlamentar na esfera criminal, Éverton Menengola, reafirmou que a defesa não vai apelar ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) enquanto o mérito do habeas corpus não for julgado no TJ. O habeas corpus deveria ser mais ágil, mas temos de aguardar esse trâmite, disse. Quanto às atividades laborais do cliente, no CDR, as quais Menengola alegou desconhecer, o advogado definiu: Não tenho nenhuma objeção quanto a isso, fora a de que é bom ele (Gouvêa) se ocupar. É salutar até para ocupar mais a cabeça.


