Gouvêa diz que condenação é 'absurda' e chora em plenário
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terça-feira, 21 de agosto de 2012
Paula Barbosa Ocanha <br> <br> Reportagem Local 
O vereador de Londrina Rodrigo Gouvêa (PTC) mostrou no plenário da Câmara de Vereadores na tarde de ontem uma parte do depoimento do casal de empresários que supostamente teriam sido extorquidos por ele para que a Casa aprovasse um projeto de mudança de zoneamento. No vídeo, que segundo o vereador mostra parte do depoimento na 2 Vara de Fazenda Pública, ao juiz Emil Gonçalves, os empresários negam que o vereador tenha pedido propina para aprovação da matéria.
No vídeo, os empresários Edson e Carla Watanabe negaram que o vereador teria pedido dinheiro para aprovação de um projeto de zoneamento para que eles pudessem construir um restaurante em uma área de Londrina. As imagens mostram que o advogado de Gouvêa pergunta se o vereador pediu dinheiro para aprovação da matéria, e o empresário responde ''não''. ''Para mim não.'' A empresária diz a mesma coisa.
A reportagem não teve acesso a todo o depoimento das vítimas. Na sentença do juiz Gonçalves, porém, o magistrado explica que ''mesmo não tendo o réu mencionado explicitamente a exigência de dinheiro ou valores, diante da reação das vítimas (que ''ficaram pasmos'' e disseram claramente ao réu que não podiam nem concordavam em pagar para que fosse aprovado o projeto de lei), o réu não se preocupou em esclarecer que não se tratava de propina, embora tenha tido oportunidades para isso''. A decisão do magistrado foi mostrada pela FOLHA no último sábado.
Candidato à reeleição, Gouvêa disse que achava a condenação ''absurda'', principalmente por conta do período eleitoral. ''Vou mostrar esses vídeos para lavar minha alma. Eu tenho família, um avô e pais que me acompanham. Fui condenado em primeira instância após provas equivocadas do Ministério Público. Tenho certeza que no Tribunal de Justiça vou reformar essa decisão.''
Após mostrar os vídeos, o vereador deu um soco na mesa e chorou. ''Obrigada por me ouvirem. Estou de alma lavada'', afirmou, saindo do plenário. Mais tarde, em entrevista à imprensa, ele reforçou que não sabe porquê foi condenado. ''Que propina é essa que não tem quantia? A vítima afirmou em juízo que ela foi intimada pelo Gaeco, ela nem sabia que era vítima. Eu ainda acredito na Justiça e nos desembargadores do TJ'', finalizou.


