Antes do início da sessão de ontem na Câmara, quando entre vários projetos, a Casa votaria a criação da Secretaria Municipal de Defesa Social, o vereador Rodrigo Gouvêa (PRP) foi ouvido pelo corregedor da Casa Rony Alves (PTB) a portas fechadas. Somente horas depois, por volta das seis horas da tarde, a Câmara começou a votação dos projetos.
Segundo o corregedor, o vereador repetiu o que havia dito na Promotoria. ''Ele continua dizendo que não tem culpa de nada que tem sido acusado; nega veementemente qualquer pedido de vantagem. A mesma postura teve o vereador Ivo de Bassi. Ele afirma o que já havia dito; que o Rodrigo Gouvea falou com ele e pediu recurso para aprovar o projeto'', comentou.
Segundo Alves, outros vereadores também já foram ouvidos. ''Ouvimos o Roberto Fortini, Pastor Renato Lemes e a funcionária Silmara. Ainda vou ouvir outros vereadores, cujos nomes eu prefiro dizer depois que já tiverem sido ouvidos. É possível também que eu convoque novamente o Ivo de Bassi. Sobre Roberto Fortini, que foi ouvido na semana passada, vou aguardar para falar depois o que ele disse'', relatou.
Conforme o corregedor, a pretensão era de que mais vereadores fosse ouvidos ainda na noite de ontem. ''Hoje, junto com assessoria jurídica da Casa, a corregedoria com a Promotoria vai discutir que medidas a Casa vai tomar. Pretendemos terminar os trabalhos e dar uma diligência para o que deve acontecer. Depois de todas as informações que obtivermos, vamos encaminhar para a mesa da Casa, que pode encaminhar ao Plenário, que é soberano, para tomar qualquer tipo de decisão.''

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