Gomyde diz que PCdoB não deve discutir fusão
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segunda-feira, 31 de maio de 1999
Patrícia Zanin 
O membro da executiva do PCdoB no Paraná, ex-deputado federal Ricardo Gomyde, disse ontem que seu partido não deve aderir às discussões sobre fusão de siglas, discutida atualmente entre PDT e PSB, principalmente por causa das mudanças previstas na reforma política.
Ele reconhece, porém, que se a reforma política for aprovada como está proposta, restará aos partidos de esquerda formar frentes para disputar as eleições, a exemplo do modelo argentino. A estrutura dos partidos se manteria, mas seria formada uma frente eleitoral para a disputa, disse Gomyde, que esteve ontem em Londrina.
Ele criticou a aprovação, pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado, do projeto que proíbe coligações entre os partidos políticos para as eleições proporcionais e mantém apenas as coligações majoritárias. A lei pode valer para as próximas eleições municipais se for sancionada até outubro.
Essa proposta quer proibir os partidos menores de disputar eleições, disse Gomyde. Apesar das críticas, ele acredita que a reforma política não será aprovada este ano porque a pauta do Congresso contempla outras prioridades, como a reforma tributária.
Gomyde está percorrendo praticamente todas as regiões do Estado para estruturar diretórios e comissões provisórias com o objetivo de discutir eleições 2000. Segundo o ex-deputado, o PCdoB tem hoje 41 diretórios. Vamos expor mais a cara do partido e lançar candidato onde houver, anunciou.


