Golpista venezuelano se asila na Colômbia
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quarta-feira, 29 de maio de 2002
Yoaimaruc García Agência EFE 
Caracas O empresário golpista e foragido da justiça venezuelana Pedro Carmona partiu ontem, exilado, para Bogotá, depois de receber asilo diplomático colombiano, 47 dias depois que seu governo transitório fracassou. O ex-presidente da patronal Fedecámaras, de 62 anos, saiu da Venezuela protegido por efetivos policiais e a bordo de um pequeno avião bimotor da Força Aérea Colombiana. A concessão de uma licença da Venezuela permitiu ao empresário deixar a residência do embaixador colombiano, Germán Bula, que o acompanhou ao aeroporto sob forte segurança.
Espera-se que Carmona permaneça vários dias em Bogotá, antes de decidir um novo rumo de exílio, segundo informação fornecida por seu advogado. Com a partida de Carmona chega ao fim sua curta detenção, que começou em 14 de abril, quando o presidente Hugo Chávez reassumiu o poder.
A breve carreira política de Carmona começou em 12 de abril, quando liderou por 28 horas um governo de transição e suspendeu os poderes públicos. O restabelecimento de Chávez no poder implicou na prisão imediata de Carmona, sendo que três dias depois lhe foi concedida prisão domiciliar.
No último dia 22, porém, o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) revogou o benefício de prisão domiciliar, o que precipitou a fuga do empresário e seu refúgio na embaixada colombiana, no dia seguinte, ao saber que seria tranferido para uma penitenciária do país. Seu advogado confirmou que a fuga de Carmona aconteceu para evitar a prisão.


