Goiânia anuncia corte de 2 mil funcionários em 98
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quarta-feira, 19 de novembro de 1997
Agência Estado Goiânia 
As medidas de austeridade do pacote do real congelaram um empréstimo de R$ 10 milhões, aprovado como Antecipação de Receita Orçamentária (ARO) da prefeitura de Goiânia. Sem o empréstimo de longo prazo, com dívidas herdadas e avaliadas em R$ 120 milhões e enfrentando novas dificuldades para equilibrar as contas a partir do pacote, o prefeito Nion Albernaz (PSDB) resolveu demitir 2 mil servidores a partir de janeiro para fazer caixa.
O prefeito disse que os cortes de pessoal serão seletivos. Não demitirá, por exemplo, médicos e professores. Mas não recuará da meta de redução em 7% da folha de pagamento. O pacote atingiu em cheio a maior e mais próxima prefeitura, administrada pelo PSDB, nas vizinhanças de Brasília. Segundo o secretário municipal de Finanças, Olier Alves, a maior dificuldade está na receita de R$ 24,5 milhões por mês, que bate com as despesas.


